Sexta-feira

BALNEÁRIO VEREDINHAS - NÃO PODEMOS DESISTIR DELE!



A população de Brazlândia não pode desistir do Balneário Veredinhas. Pessoas que moram em seus arredores e gente que tem boas lembranças (como eu) e sentem saudades da época das brincadeiras e banhos divertidos em sua piscina, jamais deve desistir de lutar pela revitalização do balneário que, atualmente, é mais um buraco feio no caminho. Entre a ligação dos setores norte e tradicional de Brazlândia, ele está ali: só, largado, tal é o abandono em que se encontra esse espaço de lazer que, em tempos idos, já teve o seu vigor e beleza exuberantes no centro da cidade.
Apesar do ar de desolação, nosso mais importante local de lazer (em tempos idos) - para a meninada de antes e que hoje estão ai com seus 30 a 50 anos -, requer uma enorme força para não vê-lo morrer aos poucos. Essa “meninada” de antes, juntamente com as de hoje, não podem desistir de salvá-lo.
Resgatando a minha infância, quando eu brincava no Veredinhas, fiz uma poesia, em protesto a situação atual que se encontra esse espaço, e que se chama:  Ode ao Balneário Veredinhas
“As vidas que de ti nasceram e nascem, estão secando, desaparecendo...
Oh, teus campos! Sujos ou limpos, rendem-se à força dos homens sem consciência...
Seus espaços de lazer, galerias protetoras da vida, tombam frente a depredação e abandono, e misturam-se ao lixo deixado em teus caminhos...
Teu brado é retumbante!
Caso matas, caso vivas, caso morras...
É preciso fazer-te renascer
Ou então seremos nós a morrer!“

Existem sinais de recuperação. Apareceu uma renovação na esperança de ver o balneário revitalizado. No inicio de outubro, entre tantas as visitas de autoridades que vieram à Brazlândia, o Administrador da cidade recebeu representantes da Secretaria do Meio Ambiente e do IBRAM. Durante a conversa foi apresentada a licença ambiental concedida pelo IBRAM, autorizando a começar a obra do Balneário Veredinha, que é reivindicação da população de Brazlândia há muitos anos.  Segundo a administração da cidade, a obra está prevista para começar no final deste ano.

Por mais limitada que seja a política ambiental, ela sempre pode fazer frente às agonias e desesperos que vivem alguns parques ambientais no DF. O balneário Veredinhas é um deles: cravado dentro do parque ecológico Veredinhas, o balneário viveu tempos áureos na década de 70.
A falta de lideranças públicas compromissadas com a população e políticas governamentais vazias, dos que administraram Brazlândia, empurraram o balneário Veredinhas para o que ele é hoje: um completo abandono. Volto a insistir: Não podemos desistir dele!
O balneário Veredinhas é parte da solução para a falta de lazer com que convivem os jovens e crianças de Brazlândia. Outros tempos, lembro, saudosamente, da época em que, junto com meus amigos, brincava no balneário e, entre uma brincadeira e outra, mergulhava em suas águas, pesadas, abundantes.
Mesmo não sendo “a melhor das piscinas”, a do balneário Veredinhas era a que nos fazia feliz em seguir na nossa infância alegre e arteira, como deve ser a de todas as crianças e adolescentes.
O vazio de governança entre administradores que passaram, insensíveis, pela cidade; que preocupavam-se, acima de tudo, em somente manter-se em suas cadeiras, avançou com rapidez e o descaso com o balneário foi e é, crítico.
O desespero do balneário Veredinhas pode está chegando ao fim, com a sinalização, pela administração da cidade, após essa autorização do IBRAM, para que venha a ocorrer sua revitalização e ser entregue, de volta, as crianças e jovens da cidade. O balneário Veredinhas está entre a esperança de voltar a viver e o desespero de continuar no abandono.
Cabe a nós, cidadãos, saudosistas ou não, mas preocupados com a qualidade de vida em Brazlândia, não desistirmos do balneário Veredinhas e trazê-lo de volta a vida da cidade e à alegria de nossas crianças e jovens, tão carentes de lazer em nossa cidade.
*João Moura é filho de Brazlândia, Filósofo, Professor e especialista em Ciências Humanas.

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