Terça-feira

QUAL BRAZLÂNDIA QUEREMOS PARA O FUTURO?


 JOÃO MOURA*

CONVERSANDO COM...
 Uma
NOVA BRAZLÂNDIA
E construindo uma entidade cerebral para pensar a cidade que queremos no futuro

Resolvemos invadir a área da possibilidade de construção de uma entidade cerebral em Brazlândia.

Não interpretem a expressão "entidade cerebral" como se gênios da raça estivessem prontos a socorrer pobres mortais. Nada disso: trata-se unicamente de juntar num mesmo organismo, informal ou formal, gente interessadíssima em compartilhar especialidades para o delineamento do futuro de Brazlândia.

Coloca-se cérebro como apêndice, não como delimitação presunçosa. Ninguém vai usar britadeiras, embora não esteja fora de cogitação a possibilidade de alguém que use britadeiras também integrar-se a esse projeto, até porque esse ferramental sem um cérebro a utilizá-lo não vale absolutamente nada.

Na realidade, a sugerida entidade cerebral, embora com configuração operacional distinta, já foi pensada lá atrás. Até participei de um encontro à formatação.

Há mais de 15 anos, em meados de 1994, reunimos-nos na sede da Acibraz (Associação Comercial e Industrial de Brazlândia) para tratar desse assunto quando já se tinha o veredito de que o novo governo que assumia o DF não teria futuro, engolfado por complicações de diferentes origens. Aliás, complicações que só os extraordinariamente descerebrados negam ou tentam imputar a terceiros, os desgovernos de uns.

Vou reproduzir, numa outra conversa que teremos por aqui, o texto que preparei naquele momento e debati com os participantes do encontro. Ainda outro dia tentei resgatar o nome de todos os participantes da reunião. Sinto que não cheguei à devida conclusão. 

Mas, Euler Rufino, Sr. Paixão, Edimar Pireneus, Aparecido da CEB, Vital, Dr. Jalim Eloy, Dr. Achilles Paulo, Hans Popov, Eronides... aparecem em minha memória.

Alguns outros companheiros de jornada também participaram, mas não me lembro ao certo seus nomes.

Certo mesmo é que aquele encontro foi único. Não houve sequência à ideia de levar adiante aquele projeto.

A entidade cerebral que salta em meus pensamentos neste inicio de 2012 tem harmonia conceitual com aquele projeto que se alinhavava naquele meado de 1994: 

Á prática de uma Nova Brazlândia que queremos para o futuro.

A redação de uma Carta da Nova Brazlândia explicitaria sem amenidades o real estado Político, econômico e social da cidade, com base em pesquisas e análises de protagonistas insuspeitos, que resumirá as diretrizes para a nova Brazlândia do futuro, e deverá ser apreciada por um Conselho da comunidade.

Um dos pontos mais importantes para exprimir a maturidade da nova Brazlândia é estabelecer relação realista com os administradores públicos. Até porque, não se pode trabalhar institucionalmente de forma demagógica, sofrendo desgastes por força de populismos e individualismos. É indispensável que se aplique um arrazoado seletivo de questões que atormentam a vida econômica e social de Brazlândia, de forma que se tenha controle efetivo sobre possíveis resultados.

Incorrer num dos erros estratégicos do passado, que tentou abraçar o mundo de problemas da cidade é chover no molhado de improdutividade.

Sugiro que sejam atacadas questões centrais que inquietam de imediato a realidade cotidiana de nossa cidade. Sobretudo quanto à necessidade premente de encontrar pontos cardeais de uma reviravolta na qualidade de vida atingida em cheio pelo desemprego, pela falta de alternativa da juventude e pelo salto triplo da criminalidade.
É preciso pontuar e debater essas questões.

Quanto mais Brazlândia distanciar-se desses pressupostos temáticos, mais correrá na direção do fracasso, que fez do passado, o presente que nos atormenta.

Virando a página final do passado, possamos construir uma Nova Brazlândia para o futuro que queremos!

E VAMOS À LUTA!
*João Moura é filho de Brazlândia, Filósofo, Professor e especialista em Ciências Humanas.


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